Thread: Liberdade e Luta

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  1. #1
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    Liberdade e Luta
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    Default Liberdade e Luta

    Nesse domingo, dia 31/01/2016 mais de duzentas pessoas se reuniram na Fábrica ocupada da Flasko, principalmente jovens revolucionários (Provenientes majoritariamente das ocupações de escola em SP) e o pessoal da Esquerda Marxista, para fundar uma nova organização da juventude, uma organização desenhada para realmente durar e manter seu caráter de luta de classes e luta da juventude pela superação do capitalismo, e formar a vanguarda em caso de uma nova luta contra os governo estaduais ou até mesmo federal.

    Convido os camaradas a entrar no site da Esquerda Marxista e em breve estarei postando o Manifesto, assim que o mesmo estiver terminado após as emendas feitas em assembléia.

    Post Scriptum: Site e Manifesto atualizado publicados

    http://liberdadeeluta.org/

    A Liberdade é a nossa meta. A Luta é o nosso método.
    Lutamos pela liberdade. Ser livres é tudo o que queremos.
    Mas temos plena consciência de que não é possível ter liberdade de fato num mundo capitalista. Sob este sistema, mesmo os mais ricos têm somente uma ilusão de liberdade, pois são parte da humanidade, que tem o seu desenvolvimento limitado, bloqueado pela propriedade privada dos meios de produção e pelos Estados nacionais.
    A verdadeira liberdade só poderá ser alcançada após os meios de produção de toda a humanidade passarem a ser controlados por todos os que trabalham neles. Tudo o que for produzido e distribuído será decidido e planejado democraticamente para suprir as necessidades e vontades de todos.
    A verdadeira liberdade só será alcançada quando não existirem mais fronteiras entre os países e todos pudermos transitar pelo mundo inteiro livremente, sem necessidade de dinheiro ou passaporte.
    As liberdades individuais só estarão asseguradas quando a humanidade estiver livre dos grilhões da exploração de classe.
    Desejamos, deste modo, nada menos que um mundo onde sejamos socialmente iguais, individualmente diferentes e totalmente livres. Sabemos, entretanto, que esse mundo novo não será concedido pelas classes dominantes, mas sim construído e conquistado pelo povo pobre e explorado em seu processo de luta revolucionária pela sua emancipação.
    Sonhamos com um mundo em que não existirá mais exploração e opressão. Ninguém mais vai lucrar explorando o trabalho dos outros. Todos teremos os mesmos direitos. As mulheres não serão jamais consideradas inferiores aos homens, desrespeitadas, agredidas ou violentadas. As crianças jamais serão abandonadas ou maltratadas. Ninguém será discriminado ou sofrerá qualquer tipo de desrespeito ou violência por conta de sua nacionalidade, sua cor de pele, sua convicção religiosa, sua orientação sexual ou de gênero. Ninguém será punido por decidir fazer o que quiser com o seu próprio corpo. O amor terá as condições para se expressar livremente entre todos os seres humanos, sem nenhuma interferência de medo, de opressão ou de preconceito vividas até hoje. A natureza e o meio-ambiente jamais serão destruídos para atender à sanha do lucro de uma classe de parasitas da humanidade. Não haverá mais alienação. Todos teremos real acesso e oportunidade de assimilação, interação e desenvolvimento a todo o acúmulo científico, cultural e material de toda a humanidade. Superaremos as doenças e todos os obstáculos naturais ao pleno desenvolvimento intelectual e cultural da humanidade, alcançando patamares que hoje ninguém é capaz de imaginar.
    Nós sonhamos, mas lutamos permanentemente para tornar nossos sonhos realidade.
    Este mundo com o qual sonhamos é possível. E já, agora! As condições objetivas para isso já existem pelo menos há mais de 100 anos! Mas, para isso, é preciso enterrar este sistema que nos oprime hoje, acabar com o capitalismo, seu Estado e construir um mundo novo em seu lugar. E isso só é possível unindo e organizando jovens e trabalhadores dispostos a lutar com consciência de classe, para que estes ajudem a maioria que ainda não atingiu essa consciência a tomar em suas mãos o controle de seu futuro, do futuro de todos nós.
    Já existiu uma organização com esse mesmo nome. Fundada em 1976, a organização estudantil Liberdade e Luta, que ficou eternizada nos versos do poeta Paulo Leminski, retomou para as ruas a palavra de ordem de “Abaixo a Ditadura!” nos grandes movimentos de massa estudantis que ocorreram em 1976-78. Denunciando a ditadura nas ruas, a Liberdade e Luta ajudou na retomada da ofensiva das massas contra o regime de terror, mostrando que apesar da derrota da esquerda armada, a luta pela derrubada da ditadura era possível. Os militantes que fundaram e impulsionavam a Liberdade e Luta de então, decidiram se dedicar à construção de um outro instrumento político no início dos anos 1980, um instrumento que consideravam ser mais poderoso na luta contra a ditadura e o capitalismo: o Partido dos Trabalhadores – e a Liberdade e Luta acabou se dissolvendo em 1984.
    Hoje, mais de 30 anos depois, o PT de fato provou ser um instrumento muito poderoso, mas foi sequestrado dos jovens e trabalhadores que o construíram com tanto suor e sangue, e dominado por um grupo dirigente que degenerou o partido, colocando-o a aplicar a política capitalista de seus inimigos de classe. Hoje, o PT aplica e aprova as políticas do governo de ataque à classe trabalhadora e ao futuro da juventude brasileira e de outros países, inclusive diretamente como é o caso do massacre promovido no Haiti há mais de 10 anos, sob comando do Exército brasileiro.
    E é justamente a política repressiva do atual governo do PT e de todos os governos estaduais dirigidos pelos diversos partidos burgueses brasileiros, assim como a política de criminalização do judiciário e legislativo burgueses, que leva a juventude trabalhadora a ser assassinada nas periferias, que leva os movimentos sociais a serem reprimidos e criminalizados, que determinou a escolha do nome “Liberdade e Luta” hoje.
    Apesar da traição dos dirigentes petistas, que participaram das maiores lutas já travadas pela classe trabalhadora brasileira (contra a ditadura militar), esta saberá, num futuro próximo, construir organização capaz de levar a luta contra o capital às últimas consequências. E a juventude terá um papel muito importante neste processo. A Liberdade e Luta que nasce agora, de um encontro de jovens de todos os cantos do Brasil numa fábrica ocupada e sob controle dos trabalhadores, quer ajudar a juventude brasileira a cumprir o seu papel de luta, sem deixar de reconhecer que caberá aos batalhões pesados da classe operária travar os combates decisivos. Como é próprio dos jovens, vamos na frente, abrindo caminho, forjando trilhas e rumos, mas sem nos distanciar da classe e jamais nos furtando a aprender com as derrotas e vitórias, os erros e os acertos daqueles que vieram antes de nós.
    Hoje fundamos a Liberdade e Luta, uma nova organização revolucionária de juventude, que é o desenvolvimento direto da campanha nacional “Público, Gratuito e Para Todos: Transporte, Saúde, Educação! Abaixo a Repressão!”, uma campanha nascida das Jornadas de Junho de 2013, que traz como um de seus principais eixos a luta contra a repressão, contra a criminalização dos movimentos sociais, por liberdade de expressão e de manifestação; que levanta as bandeiras do passe livre estudantil e tarifa zero em todo o transporte público, saúde pública e gratuita para todos, educação pública e gratuita para todos em todos os níveis. Para isso, defendemos o fim do pagamento da dívida pública brasileira, interna e externa, o que disponibilizaria mais de R$ 1 trilhão por ano para suprir essas demandas.
    A Liberdade e Luta nasce compondo a Oposição de Esquerda da UNE, combatendo a política da direção atual da entidade, para que a UNE retome a luta por vagas para todos nas universidades públicas e os pontos fundamentais da Carta de Princípios aprovada em seu Congresso de Reconstrução (1979). Também combatemos para que todas as entidades estudantis, desde os Grêmios, sejam entidades livres, de luta, democráticas e independentes, desvinculadas do Estado, das instituições burguesas e de seus governos. Ao mesmo tempo, discordamos das tentativas de criar outras entidades nacionais estudantis paralelas, que só servem para dividir os estudantes. É fundamental o combate pela unidade dos estudantes e trabalhadores pela frente única em torno de um programa de reivindicações imediatas que apontem para a necessidade da tomada do poder pela classe trabalhadora no Brasil e no mundo.
    Nos inspiramos na presente onda revolucionária que varre todos os continentes, desde a Revolução Venezuelana logo no início do século 21, até as revoluções árabes na Tunísia e no Egito, que levaram à queda de Ben Ali, Mubarak e Mursi em 2011 e 2013. Nos inspiramos na Comuna de Oaxaca de 2006 no México, na luta dos mineiros bolivianos, no Movimento dos Indignados da Espanha, que ocuparam a Praça do Sol em Madri, assim como havia sido feito no Cairo, e que depois foi repetido com o movimento Occupy nos EUA, a jornada de resistência à austeridade na Grécia, o movimento dos secundaristas no Chile, a luta pelos 43 estudantes de Ayotzinapa no México, as explosões da juventude na Inglaterra, a resistência do povo palestino contra o massacre promovido pelo Estado sionista de Israel, o levante das ruas na Turquia em 2013 e, finalmente, as Jornadas de Junho no Brasil, seguidas do movimento de ocupações de escola em SP, em 2015.
    Este movimento atual, que pode ser sentido em maior ou menor grau em cada país do planeta Terra, é a continuidade dos grandes acontecimentos históricos do passado, como a Comuna de Paris, a Revolução Russa de 1917, a Revolução Espanhola dos anos 1930, a Revolução Cubana, o Maio de 68 na França e tantas outras ricas experiências vivenciadas pelos povos oprimidos desde o surgimento do capitalismo até hoje. Agora estamos assistindo ao início de um novo momento de preparação da revolução mundial.
    Toda a nossa geração olha para frente e só consegue ver um futuro de guerras, fome, refugiados, drogas, violência, desemprego, miséria, preconceito e opressão que o capitalismo impõe a toda a humanidade. Os jovens de hoje não podem aceitar isso como se não houvesse alternativa. É inevitável que cada vez mais jovens se lancem no caminho da revolução. Nós oferecemos, nos núcleos da Liberdade e Luta, um espaço para organizar sua indignação e expressar sua ousadia e criatividade. A Liberdade e Luta surge para reunir a juventude em defesa de uma plataforma revolucionária de reivindicações, contra o capitalismo e pela construção de uma nova sociedade no Brasil e no mundo. Junte-se a nós!
    Vida longa à Liberdade e Luta!
    Last edited by Guardia Rossa; 5th February 2016 at 00:13.
  2. #2
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    Nesse domingo, dia 31/01/2016 mais de duzentas pessoas se reuniram na Fábrica ocupada da Flasko, principalmente jovens revolucionários (Provenientes majoritariamente das ocupações de escola em SP) e o pessoal da Esquerda Marxista, para fundar uma nova organização da juventude, uma organização desenhada para realmente durar e manter seu caráter de luta de classes e luta da juventude pela superação do capitalismo, e formar a vanguarda em caso de uma nova luta contra os governo estaduais ou até mesmo federal.

    Convido os camaradas a entrar no site da Esquerda Marxista e em breve estarei postando o Manifesto, assim que o mesmo estiver terminado após as emendas feitas em assembléia.
    O nome da nova organização é "Liberdade e Luta"?

    Luís Henrique
    The world is not as it is, but as it is constructed.

    Falsely attributed to Lenin
  3. #3
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    Originally Posted by Luís Henrique
    O nome da nova organização é "Liberdade e Luta"?

    Luís Henrique
    A volta dos que não foram.
    "We have seen: a social revolution possesses a total point of view because – even if it is confined to only one factory district – it represents a protest by man against a dehumanized life" - Marx

    "But to push ahead to the victory of socialism we need a strong, activist, educated proletariat, and masses whose power lies in intellectual culture as well as numbers." - Luxemburg

    fka the greatest Czech player of all time, aka Pavel Nedved
  4. #4
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    A volta dos que não foram.
    Mais a propósito, talvez: isso é uma iniciativa do pessoal da Corrente O Trabalho, ou uma iniciativa do pessoal que rompeu com a Corrente O Trabalho em torno do que fazer com as empresas ocupadas (e, mais ou menos vinculado a isso, em torno da caracterização do Governo Chávez)?

    Luís Henrique
    The world is not as it is, but as it is constructed.

    Falsely attributed to Lenin
  5. #5
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    Mais a propósito, talvez: isso é uma iniciativa do pessoal da Corrente O Trabalho, ou uma iniciativa do pessoal que rompeu com a Corrente O Trabalho em torno do que fazer com as empresas ocupadas (e, mais ou menos vinculado a isso, em torno da caracterização do Governo Chávez)?

    Luís Henrique
    Sim. A Esquerda Marxista é uma racha dessa corrente de dentro do PT, e estão re-criando a Liberdade e Luta para fazer um movimento estudantil.

    Post Scriptum: Um dos objetivos é levar a juventude revolucionária para dialogar com os trabalhadores nas fábricas.
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  7. #6
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    Sim. A Esquerda Marxista é uma racha dessa corrente de dentro do PT, e estão re-criando a Liberdade e Luta para fazer um movimento estudantil.

    Post Scriptum: Um dos objetivos é levar a juventude revolucionária para dialogar com os trabalhadores nas fábricas.
    É o pessoal do Serge Goulart, certo?

    Como está a trajetória dessa corrente? A última vez que conversei com o Bicalho, havia uma proposta de aproximação deles com a corrente do The Militant, isso foi em frente?

    Luís Henrique
    The world is not as it is, but as it is constructed.

    Falsely attributed to Lenin
  8. #7
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    É o pessoal do Serge Goulart, certo?

    Como está a trajetória dessa corrente? A última vez que conversei com o Bicalho, havia uma proposta de aproximação deles com a corrente do The Militant, isso foi em frente?

    Luís Henrique
    É do Serge sim, e eles pagam pau d+ pro Alan Woods (Na livraria deles tem mais livros desse cara que de Marx, Engels, Lenin, Trotsky, etc... )

    Tem o treco da Wikipedia aqui:

    Em 2006 ocorre nova crise, agora com a divisão da corrente O Trabalho do Partido dos Trabalhadores. Atualmente existem duas organizações que reivindicam para si as tradições bolcheviques e da IV Internacional. Uma permaneceu com o nome de O Trabalho e a outra adotou o nome de O Trabalho (Maioria) - depois Esquerda Marxista do PT.

    Apesar da reivindicação em torno das tradições, o Secretariado Internacional da IV Internacional (1993), reconhece O Trabalho como sendo a sua seção Brasileira e não "O Trabalho (Maioria)", que exigia o seu reconhecimento. A corrente que utilizava o termo "maioria" assim o fez porque, à época da cisão, seus dirigentes constituíam a maioria da direção nacional da corrente.

    A Esquerda Marxista do PT' agrupamento tem como principal dirigente Serge Goulart, dirigiu a ocupação de algumas fábricas, principalmente na cidade catarinense de Joinville. A resolução da representação internacional foi tomada no 6º Congresso Internacional, em 2006, ano em que a organização completaria 30 anos de existência. O órgão de imprensa oficial da IV Internacional (1993), que publica a revista A Verdade (editada deste os tempos da Oposição de Esquerda, precursora da IV Internacional), pronunciou-se rechaçando o agrupamento dirigido por Serge Goulart. Este declarou "equivocada a reproclamação da IV Internacional em 1993". Atualmente os dois grupos não mantém qualquer relação entre si.

    Por ocasião do III Congresso do PT, o grupo dirigido por Goulart afirmou que mudaria sua denominação para Esquerda Marxista do PT. Estreitam suas relações com a CMI (Corrente Marxista Internacional), dirigida por Alan Woods, que veio ao Brasil, sendo recebido por Goulart. Estes fatos demonstram a definitiva separação entre os grupos.

    Por sua vez, o jornal O Trabalho segue sendo o órgão oficial da seção brasileira da IV Internacional (1993) e a Esquerda Marxista do PT passou a editar o jornal Luta de Classes.


    Mas eu não ouvi falar nada do The Militant quando estive com eles não. Só sei que estão na Corrente Marxista Internacional, e tentando entrar no PSOL.
  9. #8
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    Pelo que eu saiba, já foram aceitos no PSOL.
    "We have seen: a social revolution possesses a total point of view because – even if it is confined to only one factory district – it represents a protest by man against a dehumanized life" - Marx

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  10. #9
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    Pelo que eu saiba, já foram aceitos no PSOL.
    Eles estão juntos nas eleições, mas até onde sei existe uma briga dentro lá do PSOL, porque os setores á direita sabem que a Esquerda Marxista quer entrar lá dentro pra radicalizar a porra toda e tentar unificar a "esquerda do PSOL".
  11. #10
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    Originally Posted by Guardia Rossa
    Eles estão juntos nas eleições, mas até onde sei existe uma briga dentro lá do PSOL, porque os setores á direita sabem que a Esquerda Marxista quer entrar lá dentro pra radicalizar a porra toda e tentar unificar a "esquerda do PSOL".
    O inverso do que aconteceu quando recusaram o MRT (LER-QI), então? E como a EM unificaria esquerda do PSOL? Qual esquerda, aquela já em torno do bloco de esquerda (MES, Insurgência, LSR, etc)?
    "We have seen: a social revolution possesses a total point of view because – even if it is confined to only one factory district – it represents a protest by man against a dehumanized life" - Marx

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  12. #11
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    O inverso do que aconteceu quando recusaram o MRT (LER-QI), então? E como a EM unificaria esquerda do PSOL? Qual esquerda, aquela já em torno do bloco de esquerda (MES, Insurgência, LSR, etc)?
    Não saberia dizer, caí de paraquedas lá.

    Mas já tem um site e o manifesto atualizado:

    http://liberdadeeluta.org/

    A Liberdade é a nossa meta. A Luta é o nosso método.
    Lutamos pela liberdade. Ser livres é tudo o que queremos.
    Mas temos plena consciência de que não é possível ter liberdade de fato num mundo capitalista. Sob este sistema, mesmo os mais ricos têm somente uma ilusão de liberdade, pois são parte da humanidade, que tem o seu desenvolvimento limitado, bloqueado pela propriedade privada dos meios de produção e pelos Estados nacionais.
    A verdadeira liberdade só poderá ser alcançada após os meios de produção de toda a humanidade passarem a ser controlados por todos os que trabalham neles. Tudo o que for produzido e distribuído será decidido e planejado democraticamente para suprir as necessidades e vontades de todos.
    A verdadeira liberdade só será alcançada quando não existirem mais fronteiras entre os países e todos pudermos transitar pelo mundo inteiro livremente, sem necessidade de dinheiro ou passaporte.
    As liberdades individuais só estarão asseguradas quando a humanidade estiver livre dos grilhões da exploração de classe.
    Desejamos, deste modo, nada menos que um mundo onde sejamos socialmente iguais, individualmente diferentes e totalmente livres. Sabemos, entretanto, que esse mundo novo não será concedido pelas classes dominantes, mas sim construído e conquistado pelo povo pobre e explorado em seu processo de luta revolucionária pela sua emancipação.
    Sonhamos com um mundo em que não existirá mais exploração e opressão. Ninguém mais vai lucrar explorando o trabalho dos outros. Todos teremos os mesmos direitos. As mulheres não serão jamais consideradas inferiores aos homens, desrespeitadas, agredidas ou violentadas. As crianças jamais serão abandonadas ou maltratadas. Ninguém será discriminado ou sofrerá qualquer tipo de desrespeito ou violência por conta de sua nacionalidade, sua cor de pele, sua convicção religiosa, sua orientação sexual ou de gênero. Ninguém será punido por decidir fazer o que quiser com o seu próprio corpo. O amor terá as condições para se expressar livremente entre todos os seres humanos, sem nenhuma interferência de medo, de opressão ou de preconceito vividas até hoje. A natureza e o meio-ambiente jamais serão destruídos para atender à sanha do lucro de uma classe de parasitas da humanidade. Não haverá mais alienação. Todos teremos real acesso e oportunidade de assimilação, interação e desenvolvimento a todo o acúmulo científico, cultural e material de toda a humanidade. Superaremos as doenças e todos os obstáculos naturais ao pleno desenvolvimento intelectual e cultural da humanidade, alcançando patamares que hoje ninguém é capaz de imaginar.
    Nós sonhamos, mas lutamos permanentemente para tornar nossos sonhos realidade.
    Este mundo com o qual sonhamos é possível. E já, agora! As condições objetivas para isso já existem pelo menos há mais de 100 anos! Mas, para isso, é preciso enterrar este sistema que nos oprime hoje, acabar com o capitalismo, seu Estado e construir um mundo novo em seu lugar. E isso só é possível unindo e organizando jovens e trabalhadores dispostos a lutar com consciência de classe, para que estes ajudem a maioria que ainda não atingiu essa consciência a tomar em suas mãos o controle de seu futuro, do futuro de todos nós.
    Já existiu uma organização com esse mesmo nome. Fundada em 1976, a organização estudantil Liberdade e Luta, que ficou eternizada nos versos do poeta Paulo Leminski, retomou para as ruas a palavra de ordem de “Abaixo a Ditadura!” nos grandes movimentos de massa estudantis que ocorreram em 1976-78. Denunciando a ditadura nas ruas, a Liberdade e Luta ajudou na retomada da ofensiva das massas contra o regime de terror, mostrando que apesar da derrota da esquerda armada, a luta pela derrubada da ditadura era possível. Os militantes que fundaram e impulsionavam a Liberdade e Luta de então, decidiram se dedicar à construção de um outro instrumento político no início dos anos 1980, um instrumento que consideravam ser mais poderoso na luta contra a ditadura e o capitalismo: o Partido dos Trabalhadores – e a Liberdade e Luta acabou se dissolvendo em 1984.
    Hoje, mais de 30 anos depois, o PT de fato provou ser um instrumento muito poderoso, mas foi sequestrado dos jovens e trabalhadores que o construíram com tanto suor e sangue, e dominado por um grupo dirigente que degenerou o partido, colocando-o a aplicar a política capitalista de seus inimigos de classe. Hoje, o PT aplica e aprova as políticas do governo de ataque à classe trabalhadora e ao futuro da juventude brasileira e de outros países, inclusive diretamente como é o caso do massacre promovido no Haiti há mais de 10 anos, sob comando do Exército brasileiro.
    E é justamente a política repressiva do atual governo do PT e de todos os governos estaduais dirigidos pelos diversos partidos burgueses brasileiros, assim como a política de criminalização do judiciário e legislativo burgueses, que leva a juventude trabalhadora a ser assassinada nas periferias, que leva os movimentos sociais a serem reprimidos e criminalizados, que determinou a escolha do nome “Liberdade e Luta” hoje.
    Apesar da traição dos dirigentes petistas, que participaram das maiores lutas já travadas pela classe trabalhadora brasileira (contra a ditadura militar), esta saberá, num futuro próximo, construir organização capaz de levar a luta contra o capital às últimas consequências. E a juventude terá um papel muito importante neste processo. A Liberdade e Luta que nasce agora, de um encontro de jovens de todos os cantos do Brasil numa fábrica ocupada e sob controle dos trabalhadores, quer ajudar a juventude brasileira a cumprir o seu papel de luta, sem deixar de reconhecer que caberá aos batalhões pesados da classe operária travar os combates decisivos. Como é próprio dos jovens, vamos na frente, abrindo caminho, forjando trilhas e rumos, mas sem nos distanciar da classe e jamais nos furtando a aprender com as derrotas e vitórias, os erros e os acertos daqueles que vieram antes de nós.
    Hoje fundamos a Liberdade e Luta, uma nova organização revolucionária de juventude, que é o desenvolvimento direto da campanha nacional “Público, Gratuito e Para Todos: Transporte, Saúde, Educação! Abaixo a Repressão!”, uma campanha nascida das Jornadas de Junho de 2013, que traz como um de seus principais eixos a luta contra a repressão, contra a criminalização dos movimentos sociais, por liberdade de expressão e de manifestação; que levanta as bandeiras do passe livre estudantil e tarifa zero em todo o transporte público, saúde pública e gratuita para todos, educação pública e gratuita para todos em todos os níveis. Para isso, defendemos o fim do pagamento da dívida pública brasileira, interna e externa, o que disponibilizaria mais de R$ 1 trilhão por ano para suprir essas demandas.
    A Liberdade e Luta nasce compondo a Oposição de Esquerda da UNE, combatendo a política da direção atual da entidade, para que a UNE retome a luta por vagas para todos nas universidades públicas e os pontos fundamentais da Carta de Princípios aprovada em seu Congresso de Reconstrução (1979). Também combatemos para que todas as entidades estudantis, desde os Grêmios, sejam entidades livres, de luta, democráticas e independentes, desvinculadas do Estado, das instituições burguesas e de seus governos. Ao mesmo tempo, discordamos das tentativas de criar outras entidades nacionais estudantis paralelas, que só servem para dividir os estudantes. É fundamental o combate pela unidade dos estudantes e trabalhadores pela frente única em torno de um programa de reivindicações imediatas que apontem para a necessidade da tomada do poder pela classe trabalhadora no Brasil e no mundo.
    Nos inspiramos na presente onda revolucionária que varre todos os continentes, desde a Revolução Venezuelana logo no início do século 21, até as revoluções árabes na Tunísia e no Egito, que levaram à queda de Ben Ali, Mubarak e Mursi em 2011 e 2013. Nos inspiramos na Comuna de Oaxaca de 2006 no México, na luta dos mineiros bolivianos, no Movimento dos Indignados da Espanha, que ocuparam a Praça do Sol em Madri, assim como havia sido feito no Cairo, e que depois foi repetido com o movimento Occupy nos EUA, a jornada de resistência à austeridade na Grécia, o movimento dos secundaristas no Chile, a luta pelos 43 estudantes de Ayotzinapa no México, as explosões da juventude na Inglaterra, a resistência do povo palestino contra o massacre promovido pelo Estado sionista de Israel, o levante das ruas na Turquia em 2013 e, finalmente, as Jornadas de Junho no Brasil, seguidas do movimento de ocupações de escola em SP, em 2015.
    Este movimento atual, que pode ser sentido em maior ou menor grau em cada país do planeta Terra, é a continuidade dos grandes acontecimentos históricos do passado, como a Comuna de Paris, a Revolução Russa de 1917, a Revolução Espanhola dos anos 1930, a Revolução Cubana, o Maio de 68 na França e tantas outras ricas experiências vivenciadas pelos povos oprimidos desde o surgimento do capitalismo até hoje. Agora estamos assistindo ao início de um novo momento de preparação da revolução mundial.
    Toda a nossa geração olha para frente e só consegue ver um futuro de guerras, fome, refugiados, drogas, violência, desemprego, miséria, preconceito e opressão que o capitalismo impõe a toda a humanidade. Os jovens de hoje não podem aceitar isso como se não houvesse alternativa. É inevitável que cada vez mais jovens se lancem no caminho da revolução. Nós oferecemos, nos núcleos da Liberdade e Luta, um espaço para organizar sua indignação e expressar sua ousadia e criatividade. A Liberdade e Luta surge para reunir a juventude em defesa de uma plataforma revolucionária de reivindicações, contra o capitalismo e pela construção de uma nova sociedade no Brasil e no mundo. Junte-se a nós!
    Vida longa à Liberdade e Luta!
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